12 June 2015

11 June 2015

Do Amor

O amor dos outros parece sempre um mistério. Olha-se para as pessoas esquecidas aos beijos em esquinas ou perdidas uma na outra num transporte público e não se entende nem o segredo que descobriram, nem o segredo que perdemos. Depois de se ter tido o amor é ainda mais estranho havê-lo perdido. Olha-se para esses casais  a saber que já se viveu aquilo que agora não se entende, aquilo que agora parece impossível.
Tudo o que envolve o amor a dois parece uma memória longínqua, uma fábula, um sonho e uma tolice. Parece irreal que se dê o encontro, que se chegue até outro ou que outro chegue até nós, à fortificação do centro de nós. Há até quem brade aos céus que isso do amor não é preciso para nada, que ser sozinho é que é o caminho. Costumam ser esses os primeiros a cair. Um dia volta tudo como um arrepio da cabeça aos pés, mas novo. Volta o amor. Ao início dá medo, principalmente quando se conquistou o castelo da auto-suficiência. Medo de dar, de não saber receber, de perder, de não merecer, passa-se pelas casas todas e o amor ri à passagem por elas, porque não há nada maior que o amor, nada que lhe possa fazer frente.
Até que se percebe que a única hipótese é abandonar-nos ao amor, despir os vícios e as estratégias, deitar fora as armas que ganhámos a viver para aceitá-lo, recebê-lo como a dádiva que é a sua existência e agradecer o milagre do encontro com o outro, com o deus no outro, com o eu no outro.
A vida, que é sempre curta para os livros por ler, os filmes por ver, os países por visitar, fica enorme à face do amor, fica cheia da própria substância da vida, ou com essa substância incendiada, e todas as cores acesas gritam amor nas coisas todas.
A biografia futura será composta pelos livros escritos e pelos filmes feitos, e a linha curta que escrever nela o amor não lhe fará justiça. O amor é que foi a coisa maior de todas, a única coisa, o éter da existência. Amor, ámen.

Sónia Balacó in EDIT

30 May 2015

O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades... sei lá de quê!

Florbela Espanca

15 May 2015

Antes da criação do Universo Deus não fez nada, não consta. Um dia não se sabe bem porquê, decidiu criar o Universo. Também não se sabe porquê nem para quê. Fez, segundo a Bíblia, o Universo em seis dias, seis dias só, seis dias. Descansou ao sétimo e até hoje. Nunca mais se fez nada. Isto tem algum sentido?! 

José Saramago e a Origem do Universo

8 May 2015

Home...through my friend's eye/lense











Photos by my friend Leslie

2 May 2015

Never.

Well, let it pass, he thought; April is over, April is over. There are all kinds of love in the world, but never the same love twice.

F. Scott Fitzgerald

1 May 2015

Double trouble

With my usual suspect, Mafalda.
Still in love with this old but gold b&w serie...



30 April 2015

29 April 2015

People are afraid of themselves, of their own reality; their feelings most of all. People talk about how great love is, but that’s bull…Love hurts. Feelings are disturbing. People are taught that pain is evil and dangerous. How can they deal with love if they’re afraid to feel? Pain is meant to wake us up. People try to hide their pain. But they’re wrong. Pain is something to carry, like a radio. You feel your strength in the experience of pain. It’s all in how you carry it. That’s what matters. Pain is a feeling. Your feelings are a part of you. Your own reality. If you feel ashamed of them, and hide them, you’re letting society destroy your reality. You should stand up for your right to feel your pain.

Jim Morrison

26 April 2015

What is known to be my biggest struggle...

Home is not where you were born; home is where all your attempts to escape cease.

Naguib Mahfouz
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...